Neurociência brasileira.

Por um bom tempo venho estudando a neurociência e tenho me maravilhado a cada dia com esse amplo e vasto saber. Como não bastasse a área ser linda em compreensão do ser, ela tem cedido a nós uma gama maior de benefícios. O breve artigo a baixo mostra a fantástica amplitude de ação dessa ciência.

Por: Isabela Alves

O neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis liderou uma pesquisa que levou dois paraplégicos a caminharem de novo. O estudo, publicado na revista Scientific Reports, foi feito a partir de várias abordagens que combinaram o desenvolvimento de um novo dispositivo de estimulação muscular e uma interface cérebro-máquina.

A pesquisa faz parte do projeto Walk Again Project (Projeto Andar de Novo, em tradução livre), que reúne pesquisadores especializados na recuperação de pacientes com lesões medulares.

No estudo, os cientistas relataram que dois pacientes com paraplegia crônica “foram capazes de caminhar com segurança apoiados em 70% do peso do próprio corpo, acumulando ao todo 4.580 passos”. Um deles tem 40 anos, e sofreu a lesão há 4 anos e meio, e o outro tem 32 anos, e sofreu a lesão há 10.

Para conseguir caminhar, o paciente precisa imaginar a perna, esquerda ou direita, se mexendo. Essa ação aciona a contração de oito músculos respectivos do membro.

Para ler o estudo completo, acesse: nature.com

Nos últimos anos as mulheres têm apresentado uma crescente necessidade de diminuir o estresse em suas vidas.

Muitas mulheres além de exercerem suas profissões, buscam serem exemplares donas de casa e ainda se preocupam com sua saúde e bem estar. Quando não estão em uma rotina agitada no âmbito social e acadêmico. Devido a isso neurocientistas relatam como tudo isso pode trazer malefícios para as mulheres do século 21.

O artigo descrito no link mostra exatamente essa preocupação da neurociência com as mulheres.

O conselho dos neurocientistas para as mulheres de 30 e poucos anos

Relaxar é preciso…

Relaxar… Será?!

Gosto muito de pontuar aos meus pacientes a diferença entre relaxar, distrair e dormir. E é simples… Dormir é o resultado biológico / fisiológico no qual seu corpo fica por uma necessidade básica, onde ele busca estruturar e organizar todo seu corpo. Distrair é um ato do cérebro humano em buscar foco em tudo aquilo que não seja caracterizado em um certo grau de importância.

Bom… Você pode dizer que relaxa vendo televisão, ao por em uma série que te permite esquecer de seus problemas. Sim… isso pode ocorrer, mas você apenas deixou os ditos problemas ” de lado” por um breve momento. Há os que digam que depois de um dia atarefado de trabalho e de realizar tantas tarefas, que ao chegar em casa tomarão um bom banho e deixarão para relaxar em suas camas. A verdade é que essas pessoas apenas dormiram e não alcançaram o relaxamento.

Relaxar não é distrair, nem ao menos dormir. Esses atos são temporários e não permitem que você ou eu alcancemos o propósito de relaxar.

Mas o que é relaxar então?

Relaxar – capacidade de desfazer as tensões físicas, emocionais e psicológicas; busca pela paz interior. Tudo o que você e muitos outros não conseguem. Não porque seja algo difícil, mas por não saber como buscar e como manter o relaxamento, por não ter prática.

Para relaxar precisamos entender que não se trata de nunca mais se preocupar, e sim de aprender a não se fixar nas preocupação e nos medos. Aprender a fluir e lidar melhor com cada situação tensa, a não controlar tudo, mas a compreender como tudo pode ser resolvido.

É no consultório psicoterápico que as ferramentas necessárias são aprendidas e objetivos entendidos. Em terapia há auto compreensão e reflexão sobre o EU, o que leva ao relaxamento consciente, do entendimento sobre as diferenças entre dormir, distrair e relaxar.

Escrito por Roberto Mendes.

Neurocientista, psicoterapeuta transpessoal e Terapeuta holístico.

A lei do menor esforço não se propõe a eliminar a dificuldade nem nos encoraja a escolher apenas tarefas fáceis. O foco se concentra sobretudo em encontrar uma maneira de reduzir o esforço necessário para alcançar um objetivo. Ela diz que quando algo pode ser feito de diferentes maneiras, sempre a melhor opção é a que implica o menor gasto de energia.

No fim, trata-se de assumir uma nova posição frente aos obstáculos. As dificuldades estão aí. Nós as encontramos na maioria das tarefas cotidianas. Às vezes realizamos esforços enormes e, apesar disso, as coisas não saem como esperávamos. Nós nos sentimos exaustos por tudo que precisamos fazer e cada vez custa mais empenhar a nossa vontade para conquistar o objetivo proposto.

O que se conclui é que nao devemos negar nossa respondabilidade sobre os problemas, mas devemos assumir a responsabilidade sobre as soluções sem produzirmos em nós mesmos o esforco que gera transtorno.

Texto adaptado.

Neurociência…

A Neuropsicologia é a ciência que estuda as relações entre o sistema nervoso e o comportamento. Este estudo visa, entre outras funções, descobrir e resolver transtornos de aprendizagem, bem como desenvolver estratégias de tratamento. A aprendizagem é constituída em grande parte por processos de ordem neural, que envolve também a área auditiva, pois é dela que o indivíduo recebe os estímulos necessários para o aprendizado. É importante aliar a Neuropsicologia com a Avaliação do Processo Auditivo Central na descoberta de problemas, a fim de realizar os tratamentos necessários. Saiba mais como este processo é feito.

Como a Neuropsicologia pode ser de ajuda em transtornos de aprendizado

Problemas de aprendizagem podem englobar diversos aspectos. O aprendizado envolve processos mentais, daí a importância de, ao observar qualquer problema neste respeito em um indivíduo, verificar se não há qualquer transtorno relacionado com a parte neural e sensorial.

Geralmente, a descoberta de problemas mais comuns no déficit de aprendizado, está relacionada à área auditiva. Indivíduos que possuem distúrbios de audição, podem apresentar uma ou mais das seguintes dificuldades:

Problemas psicolinguísticos;

Dificuldades para ler e escrever;

Desempenho escolar ruim;

Comportamento social desordenado;

Problemas específicos na audição, referentes à problemas para localizar a fonte sonora, diferenciação de sons, identificação e memória auditiva;

Problemas de aprendizagem;

Necessidade de ser chamado várias vezes;

Não compreende o que foi falado;

Solicita a repetição das informações: “O quê? Pode repetir?”

Problemas para acompanhar uma conversa ou aula, desatenção;

Alterações de pronúncia por não escutar o nome correto;

Estes problemas acarretam um prejuízo importante no desenvolvimento social de crianças e adultos.

A importância da Avaliação do Processo Auditivo Central (PAC) em transtornos de comportamento e aprendizagem

Tendo em vista que a audição é de vital importância no processo de aprendizado, para que problemas nesta área sejam sanados, é preciso uma avaliação da percepção auditiva.

Métodos de avaliação

Para avaliar indivíduos com problemas de dificuldade de aprendizagem, as seguintes habilidades precisam ser testadas:

Concentração seletiva: este processo é avaliado através de estímulos verbais na forma de escrita dicótica.

Detecção de sons: feito através da audiometria, o indivíduo deve ser capaz de perceber e identificar a presença de sons.

Sensação sonora: a pessoa deve saber distinguir se o som está alto ou baixo, forte ou fraco, longo ou curto.

Discriminação sonora: avaliação para detectar diferentes estímulos sonoros.

Localização: saber de onde vem determinado som, é avaliado através da localização de sons em cinco direções.

Reconhecimento: o exame realizado é a logoaudiometria, para o reconhecimento de frases em mensagens.

Compreensão: dar significado ao som escutado.

Memória: arquivar informações sonoras e lembrar delas, quando necessário. A avaliação é feita utilizando a memória sequencial de sons verbais e não verbais.

Ao intervirem de forma eficaz com quem apresenta distúrbios de aprendizado, dislexia ou desordens do processo auditivo visando à reabilitação deste paciente, a ação irá reduzir o impacto de suas dificuldades e, desta forma, melhorar seu desempenho pessoal e escolar.

Crianças com transtorno de aprendizado, necessitam de uma intervenção psicopedagógica ou fonoaudiológica para dar continuidade aos estudos, e a maioria destes problemas podem ser resolvidos usando métodos baseados na Neuropsicologia e na correta Avaliação do Processo Auditivo Central (PAC).

Transpessoal… A quarta força da psicologia.

A Psicologia Transpessoal é a tendência mais moderna dentro da psicologia, coerente com os ideais holísticos que buscam, hoje, transcender as dualidades. Esta vertente nasceu na década de 60, no auge da contracultura e das experiências com estados alterados da consciência.

Esta corrente é definida por Abraham Maslow, um de seus fundadores, como a ‘quarta força’ da Psicologia, antecedida pelo behaviorismo de Pavlov, pela Psicanálise criada por Freud e pela linha humanista, baseada na Fenomenologia e no Existencialismo. A Psicologia Transpessoal tornou-se oficial em 1968.

A escola transpessoal não se contenta apenas com a dimensão do ego, explorada pelas outras vertentes, pois a considera muito limitada. Assim, seus adeptos procuram explorar outras esferas conscienciais, que transcendem o universo egóico. A psique humana é vista de uma forma mais ampla, além do indivíduo, quando as pesquisas se estendem às condições não comuns da consciência, ultrapassando o estado de vigília.

Algumas experiências revelaram a existência de percepções distintas das realizadas pela personalidade convencional do sujeito, bem como comportamentos aparentemente sintonizados com outras frequências vibratórias, cada uma delas se conectando a um tipo específico de procedimento humano. Alguns destes estudos, empreendidos ainda no final do século passado por psicólogos e psiquiatras de renome, portanto antes do nascimento da Psicologia Transpessoal, colocavam em dúvida o papel do acaso ou de condicionamentos culturais na formação da identidade, ou seja, na separação entre o ‘eu’ e o mundo. Estas pesquisas relacionavam a consciência a um padrão semelhante ao eletromagnético.

A Psicologia Transpessoal realiza uma combinação de princípios de várias correntes psicológicas, como a junguiana, as de Maslow, Viktor Frankl, Fritjof Capra, Ken Wilber e Stanislav Grof, com postulados da moderna Física Quântica , entre outras visões. Pode-se dizer, assim, que ela busca a verdade do ser, as realidades mais profundas da mente e do espírito.

Obedecendo às tendências holísticas atuais, a Psicologia Transpessoal vê o homem como um ser integral, não só corpo, mas também alma e espírito, com habilidades potenciais para ir além da matéria, para um universo que transcende o Espaço-tempo de Newton, baseando-se assim nos conceitos da Física Quântica e da teoria da relatividade. Esta junção interdisciplinar oferece uma base sólida para o desenvolvimento dos aspectos científicos da transpessoalidade. Estes princípios se unem à crença dos adeptos desta corrente no potencial humano de transmutar seus estados de consciência. Ela envolve também estudos da Biologia, da Lingüística, da Antropologia, da Sociologia e da Neurologia, entre outras disciplinas.

Roberto Mendes. Neuropsicólogo e psicoterapeuta transpessoal.

Texto adaptado.

Original de Ana Lucia Santana.

O Beto

Já faz um bom tempo que tenho buscado refinar meu trabalho cada vez mais. Recentemente algo me veio a mente… Um personagem que falaria sobre o dia a dia de forma bem humorada. Para tal criei O Beto, alguém que será um porta voz, alguém com base na realidade.

A anos atrás O Beto ecoava em meus pensamentos de forma nociva e punitiva, mas aprendo cada dia mais e neste eterno aprendizado ohei para meu EU interior e vo que O Beto tem mais a oferecer que peso, ele vai ajudar a muitos.

Frases e esclarecimentos não só sobre autismo, mas sobre tudo que se possa pensar e que seja pertinente a todos.

Eis ai O Beto, um aduto autista que esta em constante desenvolvimento.

Forte abraço.

Roberto Mendes. Autista e Neuropsicólogo.

Os três dias

“… foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia…”

A história aponta para um marco do qual a humanidade faz questão de lembrar, de comemorar, de ritualizar e de comover-se. Um marco que eleva a muitos e leva muitos a uma reflexão. Cristo morreu e segundo a bíblia foi aos calabouços da morte, ao cativeiro dos pecadores e lá resgatou almas feridas e atormentadas, permitindo que fossem conduzidas ao divino Lugar. Posteriormente, para ser mais claro ao terceiro dia, Cristo ressuscitou vencendo o maior dos transtornos humanos, a morte, a limitação. Por três dias os que o acompanhavam estiveram em aflições e pertubados pelo medo, a esses não foi concedido a elevação ao divino Lugar, mas eles precisaram enfrentar suas dores suas limitações. Aos discípulos foi concedido algo diferente, a oportunidade que as demais pessoas não tinham alcançado, a condição de superar o eu (o ego) que não permitia que eles tivessem uma real elevação. Foi no terceiro dia que eles viram o Divino.

Durante a busca do auto conhecimento, buscamos a experiência dos três dias. Sim… !!! Três dias de aflições e provações internas, de uma batalha para encontrar o eu SOU. O eu verdadeiro que se ilumina ou nos leva a iluminação. Um autêntico ser que busca o Lugar divinal. Se a humanidade entende o terceiro dia como VIVER realmente sem medo, essa humanidade deve entender que o caminho dos três dias é o caminho de retorno ao PARAISO perdido, do Éden que de lá se foi expurgar e por isso é um caminho difícil, pois como Cristo devemos ir aos calabouços emocionais, as memórias pregressa de uma história não relatada e sim reprimida. Sofrer para VIVER… para pisar no PARAISO e então aceitar o eu SOU que quebra todo ego construído. Ego que impede o divinal Lugar ser avistado.

Três dias podem ser poucos para muitos, para mim foram apenas um início, um estímulo para prosseguir em direção a o Eu superior, mas compreender que três é um número simbólico e que cada um possue seu tempo. Por isso se permita viver os “três dias” e se permita ressuscitar para a Verdade que liberta, que curam alma e mente, que curam o ser.

Escrito por Roberto Mendes

Desânimo

Você já deve ter se deparado com uma falta de “energia”, de alegria… de ânimo. Algo aparentemente comum em muitas pessoas. Mas vamos refletir no âmbito masculino?

Por vezes a carga horária de trabalho é muito grande, por vezes as responsabilidades de marido e pai são imensas, por vezes a postura ideal é exigida pela sociedade ( principalmente masculina ) e ainda existem os sonhos e objetivos próprios de cada um, o que nem sempre acontecem ou pelo menos como se quer. Com tantas coisas, e não foi feita uma lista tão extensa aqui, não é de se espantar que muitos fiquem desanimados.

O desânimo pode ser falta de energia e alegria relacionado a diversas frustrações com o que descrevemos acima. A vontade parece desaparecer e alguns homens ficam desgostosos até mesmo de suas vidas. É complexo e por isso vale a pena buscar ajuda.

A terapia direciona e por mostrar que o ideal e o real podem se aproximar… o que idealizamos e o que vivenciamos podem ser correlacionados, mas sozinho não se chega a este entendimento.

Escrito por Roberto Mendes.

Qual a melhor terapia para a pessoa no TEA?

Uma grande pergunta que tem uma resposta simples… a melhor terapia para um autista é aquela que ele melhor se identifica.

Pais buscam o melhor atendimento aos filhos e com isso os levam a terapias ditas “as melhores”, mas será que os filhos se identificam bem com a abordagem escolhida? As necessidade adaptativas não podem ser esquecidas, mas não podemos ignorar a necessidade emocional e a necessidade de conforto de cada pessoa. O autismo requer cuidados e um bom acolhimento e nesta busca o importante é encontrar essas características no profissional de saúde. Quando uma pessoa se sente bem com o profissional, tudo flui melhor… seja a criança ou o adulto dentro do espectro, qualquer um tem o direito de ser bem acolhido para ser bem orientado e ajudado.

Eu sou psicoterapeuta humanista e transpessoal e Neuropsicólogo atuando com reabilitação, para mim e para meus cilentes, a junção desses dois aspectos psicológicos tem funcionado, mas para outros e suas necessidades, existem outras formas de acompanhamento.

Fique tranquilo… se não se adaptou a uma abordagem busque a que melhor lhe acolhe.

Escrito por Roberto Mendes. Autista e Neuropsicólogo.